Ocorreu um erro neste gadget

Caos

terça-feira, 19 de junho de 2012
Tudo vai passar, todos dizem. Um dia após o outro, um pé de cada vez.
Meu amor cada mínima palavra de quando nos falamos desse cortando meu coração que insiste em ser teu. E é tão difícil de aceitar ou ao menos compreender já que o que vivemos juntos sempre foi mágico. Eu mudei e mudei-te junto, juntos fomos apenas o que nós queríamos ser para nós mesmos, e agora eu fico juntando os nossos restos pelos cantos,  vendo nossos momentos por vídeos ou fotos, sentindo falta daquilo que mesmo tão difícil nós sempre tivemos um do outro, por algo que sei não fiz por onde e nem tu também fizeste.
Eu te amo muito mais além do que aquilo que sempre imaginei, e isso se torna tão mais claro quando a gente sente que está perto do fim...
Só deixa eu te pedir uma última vez para pensar e pensar bem, porque não sei mais bem que recursos usar, eu o quero cada dia como no primeiro, o desejo mais e mais a cada dia, e não quero perdê-lo.

Madalena e seu primeiro beijo

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Então Madalena sorria para si mesma, lendo e relendo a carta que seu namoradinho Naldo lhe mandara esta manhã. Era um dia chuvoso e Madalena tinha esquecido o guarda-chuva em casa e é claro que Naldo tinha um – sempre tão precavido, Madalena nunca vira Naldo pegando chuva nem despreparado para uma prova, mas é claro que isto não influenciara em nada o fato dela ter deixado o seu em casa – então ele entregou-a seca e confortável em casa, foi quando, desajeitadamente, lhe entregou a cartinha e lhe deu um beijo de tchau... no rosto.
Primeiro amor é assim mesmo. Naldo e Madalena se viam todos os dias, tinham quase todas as aulas juntos – exceto por línguas estrangeiras, Madalena escolhera espanhol e Naldo inglês. Dividiam seus lanches no recreio e andavam de mãos dadas quando os olhares reprovadores da diretora não estavam por perto. Correspondiam-se com cartinhas de amor e trocavam figurinhas de amor que vinham em chicletes. Tudo parecia perfeito, até que um dia Madalena conversava com Priscila, do 1º ano do ensino médio – Madalena estava na sexta série.
– E ai, já transaram?
Naquele momento a cabeça de Madalena começou a dar voltas. Como assim se já haviam transado? Eles nunca haviam sequer se beijado!
– Hã... claro que não, né Priscila! A gente tem 12 anos!
– Ah, tinha esquecido que você ainda era novinha. Tá, mas já se beijaram pelo menos?
A pergunta a deixou tão envergonhada como se algum menino lhe perguntasse que tamanho era seu sutiã. Priscila era muito mais desenvolvida, andava com os meninos do 3º ano e usava blusas que mostravam o umbigo, a alcinha do sutiã e sabe-se lá o que mais... Madalena logo inventou um trabalho que tinha se esquecido e deu um jeito de fugir da pergunta.  Foi para casa aquele dia pensando no seriamente assunto. Como podia ter parado no tempo de tal maneira? Enquanto as meninas da sua idade já sabiam como colocar a camisinha na banana Madalena parara na fase de andar de mão dada e dar beijinho no rosto.
Chegou em casa e foi direto para o seu quarto, e ficou lá a tarde toda. Até seus pais estranharam seu comportamento na hora do jantar, que foi quando depois de algum tempo pensativa mexendo na comida, Madalena se levantou dramaticamente da mesa.
– Já sei o que fazer!
Todos a fitaram como se tivesse enlouquecido, e assim que sua mãe se recompôs do susto e da surpresa, foi logo perguntar o que é que ela já sabia, afinal. Porém Madalena já estava batendo a porta de seu quarto.
No outro dia, quando Madalena chegou à escola, foi direto na turminha de amigos de Naldo. Agarrou-o pelo pescoço e o arrastou até um canto entre a parede da escola e o muro que cercava a mesma. Então sem nenhuma explicação agarrou-o pelo colarinho e começou a beijá-lo, do mesmo jeito que via nas novelas – que foi a sua base de estudos da noite passada.
E então, tão tempestuosamente como surgiu, Madalena se foi deixando para trás um Naldo confuso e desorientado, suspirando e pensando sobre como não entendia as mulheres, sem saber que muitos anos depois ainda não entenderia.

#Amigosmudandoomundo

domingo, 27 de maio de 2012
Eu estava em casa à tarde esta semana quando de repente toda minha rua parou para olhar uma fumaça aparentemente de incêndio muito alta que achamos que era procedente de uma das casas vizinhas. Minha mãe, sempre curiosa, pegou o carro para seguir os rastros da fumaça e eu logo fui junto. Acabamos dirigindo até o porto seco quando notamos que a fumaça só era tão espessa e tão alta porque algum idiota tinha decidido queimar lixo inflamável. Aquilo me deixou muito irritada pois isso sempre foi contra todos os meus princípios, mas, foi pensando nisso ao voltar para casa que cheguei à conclusão de que ninguém é realmente culpado das coisas que faz, pois ninguém é apenas bom ou apenas mal, somos seres humanos. E ser humano diferente de qualquer ser vivo é extremamente complexo em seus pensamentos e atos. Nós agimos conforme as instruções que nos foram dadas por toda nossa vida principalmente dentro de casa. É isto que a minha vó tentou incessantemente me ensinar por toda a vida dela, de que nós não devemos julgar as pessoas nem ter rancor quando alguém nos faz algo de errado por dois simples motivos: o primeiro é que a nossa vida é tão curta e tão difícil já por si só que não vale a pena ficar perdendo tempo; e o segundo é o de que ninguém tem realmente ideia do que está fazendo quando faz. Deveríamos na verdade combater a maldade e a ignorância com educação amor e paz, pois nós amamos e respeitamos as pessoas quando nos sentimos amados e respeitados.
Aonde eu quero chegar com isto?
Nós deveríamos, senhores políticos, investir excessivamente na educação deste país, expurgando das escolas todas as diretoras e professoras violentas e maníacas, tornar as escolas do nosso Estado lugares confortáveis para as crianças, lugares onde elas podem sentar-se e aprender a respeitar todas as formas de vida deste planeta (pois ninguém se torna um bom caráter sendo expert em física ou matemática), lugares onde as nossas crianças se sintam à vontade para ser quem elas querem ser sem medo de represálias, bullying ou qualquer ato que a fizesse crer que pudesse ser uma vergonha ser diferente. E então estas crianças além de se tornarem cidadãos melhores iam se tornar pais melhores e então nós construiríamos um mundo melhor.
Com certeza se eu me encontrasse com quem quer que seja que ateou fogo àquela pilha de lixo inflamável, ao invés de bombardeá-lo com grosserias e hostilidades, faria com que ele visse o quanto aquela sua atitude impensada afeta milhares de vidas, e lhe explicaria que se queremos um mundo melhor ou, pelo menos, um que não se acabe em efeitos estufa e raios mortais ocasionados por enormes buracos na camada de ozônio, temos que começar a construí-lo nós mesmos.
Amigos unidos para mudar o mundo.

Big Surprise

sábado, 26 de maio de 2012
Como à minha própria vida e acima de todas as correntezas eu te amei, meu amor. Criei um mundo belo para nós dois e venerei diante de tudo e todos aquele que eu achei que fosse você. Esta manhã eu refleti sobre tudo aquilo que vivemos que para mim fora sempre mágico e excitante, e não consegui parar de pensar em como uma pessoa consegue mentir e fingir sentimentos por tanto tempo.
Eu te amei sinceramente e com todos os meus arrepios na nuca e borboletas no meu estômago.
Agora é tão difícil explicar o que sinto quando olho para você...
Todos estavam certos menos eu.
Bye bye, big surprise.

Uma carta para você

sábado, 28 de abril de 2012
Sinto sua falta. E saudade não é lá uma coisa que se vá embora com o tempo.
Ainda não sei quantas vidas terei de viver para suprir a falta que você me faz.
Das nossas conversas na varanda, das nossas noites de churrasco que o vovô, honestamente, não sabe assar. Das nossas tardes de melancia, madrugadas de sorvete.
Eu me perdi no meio do caminho sem você.
Eu me desprendi, me esqueci do que era certo.
E então agora estou aqui, numa tarde ensolarada lembrando da sua presença como se ela ecoasse em cada veia do meu pequeno coração, pensando sobre como você não estava aqui para ver eu me formar, sobre como não estará aqui para ver eu me casar e muito menos para embalar seus futuros netos.
Dói a falta das nossas conversas pelo telefone.
Dói não ter mais o teu ombro para chorar.
Você é a única pessoa para a qual eu nunca tive vergonha de chorar que nem uma criança, pois no seu colo sempre achei conforto para isso.
Deixa eu te dizer a falta que você me faz.
Você não sabe quem é a nossa nova presidente, não tem nem ideia de que a inflação sobe a cada momento, não sabe que o euro e por consequência a economia europeia está falindo e também não imagina, nem por um segundo que um pedaço de mim morre cada vez que eu sinto a sua falta.
O mundo anda em contínua guerra, sabia? Líderes revolucionários matam ex-ditadores e atuais, países estão em crise ou em guerra civil. Políticos roubando dinheiro de cofres públicos sem nenhuma vergonha na cara, e você dai onde está provavelmente não sabe disso, ou talvez até saiba que o mundo aos poucos está se acabando em egoísmo, charlatanismo, crueldade e outros talvez piores; e você não está aqui para ver que alguns dias conto moedas para ir ao supermercado, mas que isto não é vergonha alguma, pois estou fazendo tudo certo desta vez.
E há tantas coisas que você ainda não sabe sobre mim...
Que desde que você partiu eu fiz inimigos, mas muitos amigos, que eu descobri muitas coisas novas, boas e ruins. Que eu não tenho mais medo de andar na rua de noite, pois aprendi que não se precisa ir muito longe para correr perigo. Que você estava certa sobre como dizia que eu ainda ia me apaixonar muitas e muitas vezes e que era bobagem chorar pelo primeiro amor, que eu achava, seria o homem da minha vida. Que eu finalmente me impus, sai de casa, virei independente afinal. Que eu fiz da sua casa meu lar por algum tempo, do jeito que você sempre imaginou. Que eu amadureci, cresci, saí da barra da saia da mamãe, virei dona do meu destino e não faço mais nem por um segundo aquilo que os outros querem que eu faça, e sim sigo apenas as minhas vontades e instintos. Que eu não sou mais a tua menina boba. Bom, pelo menos em partes. E que mesmo assim eu vou ser sempre a tua menininha, a mesma que corria pela casa só de calcinha, a mesma que saía pela vizinhança pedindo esmola (lembra?), a mesma que esperava você dormir para ligar para todos os contatos da sua agenda, e que te incomodava todos os verões.
Eu sinto falta até mesmo das tuas repreensões.
Lembra de como éramos cúmplices? De como comíamos sorvete escondidas, locávamos filmes na locadora e saíamos para fazer compras enquanto o vovô dormia?
Eu só quis te dizer tudo isso, para te lembrar acima de tudo o quanto eu te amo e o quanto sempre te amarei, não importa quantos cachorros ou homens passem pela minha vida.
E também para te dizer que tudo se resume a lembranças boas, que dão uma saudade insustentável, um aperto no coração forte junto com uma lágrima que fica fazendo meu lábio tremer. Mas acima de tudo para te dizer que finalmente entendi e aceitei, que as pessoas que amamos são muito mais que apenas matéria, muito mais que músculos e válvulas, que a alma da gente é uma coisa tão mais profunda que nem mesmo os cientistas mais estudiosos conseguem entender.
Havia um plano bem mais complexo e mais bonito para você, eu sei disso. E também sei que a vida aqui embaixo não foi nada fácil, e é por isso que guardo na minha memória cada sorriso teu, e também cada choro de emoção.
Eu serei a tua menina (mimada sim) para todo o sempre e ninguém nunca chegará nem perto de ocupar o teu lugar. Pois eu te amo muito mais do que palavras, muito mais do que os físicos possam explicar, pois eu te amo com toda a minha alma.
TE AMO.


Vai a dica ;)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011



Ta aí um vídeo do Dj Eron que achei vasculhando o YouTube. Tem 14 minutos e uns segundos de dutch houve, um estilo que eu descobri a pouco que gosto muito.

Me lembra das minhas sextas-feiras de loucura no sótão (Cidade Baixa, esquina da João Alfredo com República) ao lado de muitos amigos, alguns que ainda estão por perto, outros que nem tanto. Pra quem quiser conferir, rola toda sexta-feira, às vezes sábados também, com Djs sérios e bons no que fazem. Lá rola Electro, Dirty Dutch, House, Fullon e Trance.

Ta dada a dica ;)


P.S Minha vida é cada dia mais surpreendente ao teu lado, meu amor.

Dia-a-Dia

quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Meu amor você tem todos os meus medos, todos os meus desatinos e ao mesmo tempo tudo que há de bom dentro de mim na palma do teu saber. Eu honestamente te amo, mas as nossas vidas significam muito mais que isso. São as nossas tardes chuvosas regadas a sorvete e chocolate, fazendo amor até no teto do quarto se possível, trocando palavras carinhosas, dando risadas e conversando até acabar a saliva. São as nossas jantas que, francamente, nem sempre dão certo. São os nossos filmes no fim da noite, mesmo que eu sempre durma logo após os créditos e você fique ali abandonado com um filme de amor rolando, a interessada principal dormindo e você tendo ainda que ficar fazendo cafuné na minha cabeça pois isso me conforta. É enfim toda a nossa rotina, o nosso dia-a-dia, e palavras não bastam para explicar isso.
Você se tornou sem que eu quisesse parte da minha vida, em pouquíssimo tempo. Ouvi dizer que há pessoas que levam anos para se conhecer, mas não sei se é verdade pois nos conhecemos no olhar, nos gestos, nos sorrisos.
Nós mudamos juntos, nos tornamos pessoas melhores. Você me fez acreditar no amor e nas coisas boas que ele pode fazer de vez em quando, me fez querer muito estar com alguém apesar de ter sido individualista a minha vida toda, apesar de nunca ter sabido compartilhar nada com ninguém. E não, meu amor. Eu não sinto falta das minha sexta-feiras de sótão, não sinto dos meus mil namoradinhos pois você me completa.

Então me deixo cair nos teus braços, desejando ser tua incondicionalmente.

RÁ. Te peguei