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Minha casa, minhas regras.

segunda-feira, 18 de julho de 2011
E então eu sou aquela que mudou o lado da rua apenas para fugir de você. Não que seja feio, chato ou relaxado, mas sim porque é espontâneo, bonito e cheiroso. Porque é perigoso demais a tua presença confusa. Demais para mim. E então eu passo por você e sei que me viu, e sei também que ficou me olhando com aquela cara como de quem espera ser cumprimentado, beijado, esfaqueado, tanto faz. Desde que demonstre alguma reação à sua presença. Mas eu finjo que estou mexendo no celular ou procurando alguma coisa dentro da bolsa, e caminho alienada como se nem tivesse notado a sua presença.
Eu sei que é duro mas tente me entender.
Preciso fugir de tudo aquilo que me acalenta, tudo aquilo que está fora do meu controle. Se apaixonar é uma medida arriscada nos dias de hoje, se é que me entende.
Então não me ligue, não me procure. Foi exatamente para isso que não te dei meu número. Deixe os contato comigo, quando quiser te chamo, como um serviço de tele-entrega. Desse jeito a frieza da situação nos afasta dos sentimentos devastadores, das noites de sono perdidas porque um ou outro está com o celular desligado.
Manteremos em segredo e quando sentirmos muita falta um do outro é sinal de que não deveremos mais nos ver.
Minha casa, minhas regras.

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RÁ. Te peguei