Samba.

domingo, 19 de dezembro de 2010
Me pego desenhando as linhas do teu corpo enquanto você dorme cuidadosamente para não despertar seu sono leve, sentindo cada movimento no seu peito quando respira; murmurando inúmeras vezes para mim mesma: EU TE AMO. Eu te amo além da conta, talvez mais do que meu peito possa suportar. E mesmo assim não consigo emitir ao menos uma palavra. Então eu te abraço e você acorda. Me olha com aquela cara de sono e me abraça com tanto desejo que eu cedo a você sem pestanejar. Você me puxa para perto de si e começamos a contemplar nosso samba, aquele amor que só nós sabemos emanar.
Me levanto para ir ao banheiro e vejo você contemplando minha nudez e murmurando como é o homem mais feliz do mundo simplesmente por me ter ao seu lado. Me abraça e me beija como se fosse a última vez, como se fosse a sua tábua de salvação para o mundo lá fora e todos os seus males. Beija meu rosto, meus olhos, minha boca. E a cada beijo uma onda elétrica é enviada a todo meu corpo, pulsando minhas veias e agitando meus batimentos cardíacos. E então nos amamos outra vez. E outra. E mais outra. E ali no nosso mundo particular podemos passar dias ou até mesmo semanas, quando tudo que precisamos está exatamente bem ali, e o que temos é um ao outro. O nosso samba, a nossa janta, a nossa rima. 

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RÁ. Te peguei